Decorreram ontem as provas escritas da 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura: 3º ciclo e secundário.
Os leitores mostraram-se empenhados e muito responsáveis na sua preparação para as provas. Brevemente daremos notícias sobre o apuramento para a 2ª fase.
Brevemente daremos novidades sobre as aquisições feitas com a verba que nos foi atribuída para o desenvolvimento dos projetos “Escola a Ler”, mas já podem ver e requisitar muitas das novidades. Ano Novo, livros novos! Boas Leituras.
Para haver Natal este natal talvez seja preciso reaprendermos coisas tão simples! Que as mãos preocupadas com embrulhos esquecem outros gestos de amor. Que os votos rotineiros que trocamos calam conversas que nos fariam melhor. Que os símbolos apenas se amontoam e soltam uma música triste quando já não dizem aquela verdade profunda. Para haver Natal este natal talvez seja preciso recordar que as vidas começam e recomeçam e tudo isso é nascimento (logo, Natal!). Que as esperanças ganham sentido quando se tornam caminhos e passos. Que para lá das janelas cerradas há estrelas que luzem e há a imensidão do céu. Talvez nos bastem coisas afinal tão simples: o alento dos reencontros autênticos, a oração como confiança soletrada, a certeza de que Jesus nasce em cada ano, para que o nosso natal alguma vez, esta vez, seja Natal.
Gostamos de manter as boas tradições! Terminar o primeiro período com a leitura do conto de Natal de Michael Morpurgo – O melhor presente de Natal do mundo – é encher o coração do verdadeiro espírito de Natal. Obrigada professor Abílio Santos pela maravilhosa leitura expressiva . Ao fim destes doze anos de “tradição”, sempre a mesma carga emotiva! Este ano, as imagens das trincheiras daquele Natal de 1914 misturaram-se com as imagens das trincheiras na Ucrânia em guerra.
A Maratona de Cartas é o maior evento de ativismo organizado pela Amnistia Internacional. Todos os anos a Amnistia envia milhões de cartas e assinaturas em defesa de pessoas em risco. E, todos os anos, uma mudança positiva e um impacto real acontece devido a essas ações.
De forma simples e rápida, é possível agir em defesa dos direitos humanos. Basta inserir os seus dados uma única vez! Selecione os casos que pretende apoiar e preencha o formulário. Dos 5 casos propostos em 2022, destacamos dois, nas publicações em baixo.
No dia 31 de março de 2022, Aleksandra decidiu que não poderia continuar em silêncio face à invasão russa da Ucrânia e, num protesto pacífico, substituiu as etiquetas dos preços de vários produtos num supermercado local em São Petersburgo por papéis com informação verídica sobre a invasão. Devido a essa ação pacífica, está detida em condições terríveis e arrisca-se a uma pena de prisão que pode ir até aos 10 anos. Queremos que Aleksandra seja imediatamente libertada! Junte o seu nome a este apelo assinando a petição em www.amnistia.pt/maratona.
No dia 4 de junho de 2021, Chow Hang-tung pediu para que as pessoas se juntassem nas redes sociais e acendessem velas em memória dos manifestantes que foram mortos no massacre de Tiananmen, em 1989. Acabou presa por tentar homenagear a vida destas pessoas e encontra-se a cumprir uma pena de 22 meses. Arrisca-se a passar mais tempo atrás das grades por, alegadamente, colocar em perigo a segurança nacional com as suas ações pacíficas. Chow Hang-tung deve ser imediatamente libertada! Junte o seu nome a este apelo assinando a petição em www.amnistia.pt/maratona.
A Maratona de Cartas 2022 irá decorrer, em Portugal, de 1 de novembro de 2022 até 31 de janeiro de 2023. Assim se mobilizam milhões de pessoas em todo o mundo para que atuem em defesa de pessoas e comunidades em risco. Após a divulgação dos casos selecionados para este ano, milhões de pessoas aceitam fazer frente à injustiça e contribuir para um mundo mais justo: assinam petições, escrevem cartas, organizam eventos e juntam-se ao movimento promovido anualmente pela Amnistia Internacional. Clique na imagem e aceda a toda a informação sobre a Maratona de Cartas 2022.
O Dia Nacional da Cultura Científica assinala-se a 24 de novembro. Esta efeméride foi criada em Portugal em 1996. Foi escolhido o dia 24 de novembro para a sua celebração pois foi neste dia (em 1906) que nasceu Rómulo de Carvalho, o professor de Física e Química, responsável pela promoção do ensino de ciência e da cultura científica em solo nacional. Rómulo de Carvalho foi também poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão.
António Gedeão (Rómulo de Carvalho) é o autor do belíssimo poema Pedra Filosofal.
António Freire transformou o poema numa inspiradora canção. Porque “sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança…”
Arranjos e supervisão de Thilo Krasmann. [pode acompanhar a letra, em baixo]
Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso, como este ribeiro manso em serenos sobressaltos, como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam, como estas aves que gritam em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, é fermento, bichinho álacre e sedento, de focinho pontiagudo, que fossa através de tudo num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel, base, fuste, capitel, arco em ogiva, vitral, pináculo de catedral, contraponto, sinfonia, máscara grega, magia, que é retorta de alquimista, mapa do mundo distante, rosa-dos-ventos, Infante, caravela quinhentista, que é Cabo da Boa Esperança, ouro, canela, marfim, florete de espadachim, bastidor, passo de dança, Colombina e Arlequim, passarola voadora, pára-raios, locomotiva, barco de proa festiva, alto-forno, geradora, cisão do átomo, radar, ultra-som, televisão, desembarque em foguetão na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida. Que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança.